Visitas. NAC - Núcleo de Ação Cultural Flávio de Carvalho

NAC - Núcleo de Ação Cultural Flávio de Carvalho

Espaço para se falar sobre Cultura em geral, bem como sobre o NAC - NÚCLEO DE AÇÃO CULTURAL FLÁVIO DE CARVALHO, localizado na Cidade de Barra Mansa - RJ., e que tem como objetivo difundir a Cultura, sob todas as suas formas e aspectos.

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Sábado, Junho 19, 2004
 
ZÉ RENATO



em

PROJETO "DOSSIE GONZAGUINHA"

Dias:
19/06, às 21 horas
e
20/06 às 18 horas

Alem de Zé Renato, irão participar Rita Ribeiro, Cida Moreira e Daniel Gonzaga.

SESC POMPEIA
Rua Clelia, 93
São Paulo - SP
Fone: (011) 3871-7700




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Quarta-feira, Junho 16, 2004
 
ZÉ RENATO


em

CURITIBA - PR



Dia 18 de junho
20h30

Teatro do SESC da Esquina

Rua Visconde do Rio Branco, 969
Curitiba - PR

Informações: 41- 3226500 ramal 351



Venha participar do Grupo de Discussão do Zé Renato!!!!
Sua presença será muito bem vinda!!!!!
:-)




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Terça-feira, Junho 15, 2004
 

TODAS AS QUARTAS DE JUNHO

CENTRO CULTURAL CARIOCA

apresenta

ZÉ RENATO



em ORLANDO MAVIOSO

sobre as interpretações de ORLANDO SILVA


Participações de:
Marcos Nimrichter - Acordeon
Romulo Gomes - Baixo Acústico
João Castilho - Violão/Guitarra
Beto Cazes - Percussão

Arranjos - Zé Renato

Direção - Flavio Marinho


Local: CCC Rua do Teatro, nº 37 - Centro
Rio de Janeiro - RJ.

Abertura da casa: 19 horas
Início do Show: 21 horas
Preço: R$ 22,00
Informações: 2252-6468
Classificação: 18 anos




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Quarta-feira, Maio 26, 2004
 

"Isso aqui é um pouquinho de Brasil, iaiá... desse Brasil que canta e é feliz... feliz... feliz..."


Na semana passada, assisti ótimos shows no SESC da minha cidade.
Saca só: na quarta (19/05), assisti Danilo Caymmi e Arranco de Varsóvia. Na quinta (20/05), Teresa Cristina e Dona Ivone Lara.

Fiquei impressionada com o talento do Arranco de Varsóvia, um grupo vocal, que canta sambas.
Impressionante!
Sensacional!

Danilo Caymmi, além de uma baita voz (Ô voz!!!!!!), tem um baita carisma, é muito simpático e muito divertido, além de ser pisciano, como eu... ehehehehehehehehe...
Cantou um belíssimo repertório em homenagem ao pai, Dorival, além de algumas músicas de sua própria autoria, entre elas, "Andança", que não poderia faltar.

Muitíssimo bem acompanhado pelo não menos talentoso Arranco de Varsóvia, que fez um show à parte, ao mostrar uma canção do novo CD, em que contam a história de um rapaz que perdeu um grande amor por uma questão fonética: "é badêjo ou badéjo?"
Foram aplaudidos com fervor, e por longo tempo.
A música é super criativa e super engraçada.
E ficou a dúvida no ar... afinal de contas, como se pronuncia?
Badêjo ou badéjo????
Ainda bem que eu não como peixe... ahahahahahahahahahahahaha...
Segundo eles, a pronúncia correta deve ser "badêjo", porque senão a pronúncia correta do nome do grupo de pagode seria "Moléjo", e não "Molêjo"... ahahahahahahaha...

Sem contar que o grupo ainda levou uma canção de Dorival Caymmi, que ele começou a fazer na década de trinta e terminou em 1999.
Música difícil essa, hein? ahahahahahahahaha...

Cantaram ainda duas inéditas de Dorival Caymmi, que também estarão no próximo CD: "Falou com a moça?" e "E o que me importa se eu tiro o domingo pra sambar?"

Olha... pra quem não conhece, eu recomendo muito o Arranco de Varsóvia.
É maravilhoso!
Foi a primeira vez que assisti, e fiquei encantada!!!

Outra que me encantou foi a Teresa Cristina. Ainda não tinha assistido, e gostei demais!
Uma voz linda, macia, gostosa de ouvir.
Cantou músicas suas, e de Paulinho da Viola.
Cantou a minha favorita: "Coração Leviano".
Arrasou!!!!!

O grande momento da noite, foi a entrada majestosa de Dona Ivone Lara, provando que quem não gosta de samba, bom sujeito não é.
É rainha, sem sombra de dúvida.
Oitenta e dois anos de pura alegria.
É dona de uma simpatia e de uma simplicidade indescritíveis.
É maravilhosa.
Cantou, brincou, dançou, sambou, graciosa como ela só.
É gente nossa!!!!!!

Cantou, encantou, deu show!
Conquistou.
Foi reverenciada pelo público, pelos músicos (sensacionais) que a acompanhavam (liderados pelo divertidíssimo Pedro Miranda), e por Teresa Cristina.
Foi emocionante.
Ela é muito querida!
Fico arrepiada só de lembrar.

Quase no fim do show, já tendo cantado todo o repertório, virou-se para os músicos, e perguntou: "E aí, meus colegas, o que mais temos aí?"
Sem pestanejar, responderam: "O que a senhora quiser!!!"
A platéia pedindo músicas, e ela comentando: "ah... vocês só pedem músicas que não estão no repertório..."
Ao que alguém respondeu, imediatamente: "Quem sabe, faz ao vivo!"
Dona Ivone Lara, parou, pensou... olhou pros músicos, e, como quem é rainha nunca perde a majestade, colocou as mãos na cintura e falou: "Quer saber? Eu toco!!!!
Me dá um dó aí..."
Ela é danada!!!

Nem preciso dizer mais nada, né?

Ela cantou o que o pessoal pediu, levou a platéia ao delírio, e era perceptível a admiração dos músicos por ela, que tocavam, sem tirar os olhos encantandos dela.
Teresa Cristina, também sem conseguir esconder a sua admiração, juntou-se à nossa rainha, cantando os belos versos de "Tendência".
Foi mágico.
Encerraram o show, num dueto empolgante, cantando "Aquarela Brasileira", de Silas de Oliveira, do Império Serrano: "Vejam... essa maravilha de cenário... é um episódio relicário... que o artista num sonho genial... escolheu para esse Carnaval..."
E que cenário!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Que Carnaval!!!!!!!!!!!!!
Aplaudidas de pé, por uma platéia empolgadíssima, satisfeitíssima e com gosto de quero mais!!!!

Saí do show emocionada, e com aquela sensação deliciosa e impagável de ser brasileira.
Com orgulho da música do meu País.

Não é em qualquer lugar, que um músico improvisa, atendendo aos pedidos do público.
Não é em qualquer lugar que se tem Danilo Caymmi (Ô voz!!!!!!!!), Arranco de Varsóvia, e Teresa Cristina.
E, acima de tudo, não é em qualquer lugar que se tem Dona Ivone Lara, cantando, dançando, emocionando e reinando com graça.
Êêêêê Brasil!!!

Tá.
Não temos sido muito felizes no quesito "política".
Não temos sido muito felizes no quesito "justiça social", nem em qualquer quesito relacionado à "justiça".
Mas, sem sombra de dúvida, somos os mais felizes no quesito música, talento e calor humano.
Não tem pra ninguém!!!!!



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


CORAÇÃO LEVIANO
(Paulinho da Viola)


Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah, coração leviano
Não sabe o que fez do meu

Este pobre navegante
Meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah, coração teu engano
Foi esperar por um bem
De um coração leviano
Que nunca será de ninguém

Que nunca será de ninguém...



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ENREDO DO MEU SAMBA
(Dona Ivone Lara - Jorge Aragão)


Não entendi o enredo
Desse samba amor
Já desfilei na passarela do teu coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou
Passei pro segundo grupo e com razão
Passei pro segundo grupo e com razão

Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar
De alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias

Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor
Por comissão

Fim do carnaval
Das cinzas pude perceber
Na apuração perdi você



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SUÍTE DOS PESCADORES
(Canção da Partida)
(Dorival Caymmi)


Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem-querer
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

A estrela d'alva me acompanha
Iluminando o meu caminho
Eu sei que nunca estou sozinho
Pois tem alguém que está pensando em mim



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


LEVIANA
(Zé Keti)


O azar é seu
Em vir me procurar
Me abandona, me deixa
Não quero mais ver
A luz do seu olhar
Você manchou o lar que era feliz
E agora quer voltar

Leviana
Sinto muito, mas vai tratar de sua vida
Leviana
Precisando eu te posso dar uma guarida

Mas o meu lar
Sente vergonha como eu
O nosso amor morreu



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


AQUARELA BRASILEIRA
(Silas de Oliveira)
(Samba enredo do Império Serrano, em 1964)


Vejam
Essa maravilha de cenário
É um "Episódio Relicário"
Que o artista num sonho genial
Escolheu para esse carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela
Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará a Ilha de Marajó
E a velha Cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará
Terra de Irapuã, de Iracema e Tupã
Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia, do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipú
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do Maracatu
Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste, por todo centro-oeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
Dos malandros e mulatas
De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E esse lindo céu azul de anil
Emoldura uma aquarela ao meu Brasil
Larararará, Lalalalará...



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


"Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu..."

"Eu vim de lá
Eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou
Prá pisar nesse chão devagarinho..."

"Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Outro das paixões..."

"Eu vou pra Maracangalha
Eu vou
Eu vou de uniforme branco
Eu vou
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou
Eu vou convidar a Nália
Eu vou
Se a Nália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só
Eu vou só
Se a Nália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só
Eu vou só sem a Nália
Mas eu vou..."

"Portela
Eu nunca vi coisa mais bela..."



E tudo isso, foi só um trechinho do que eu ouvi, vi e vivi na semana passada...
;-)
Essa semana, o SESC ataca de "Hip Rock", com direito a pista de "Skate" e tudo o mais.
Na próxima semana, mais precisamente no dia 05 de junho, teremos o show de Zeca Baleiro e Verônica Sabino.
Estarei lá.
;-)



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Segunda-feira, Maio 03, 2004
 

A origem do Dia das Mães



Ana Jarvis


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.


"Não criei o dia das mães para ter lucro"

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.


Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Fonte: Portal da Família



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Sexta-feira, Abril 30, 2004
 

DIVULGAÇÃO

AGENDA

SHOWS DO ZÉ RENATO





MAIO/2004

* Dia 01º - SESC Maceió - AL

* Dia 14 - Belo Horizonte - MG (falta o nome do teatro)

* Dia 28 - Itaipu - RJ


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JUNHO/2004

* Dias 02, 09, 16, 23 e 30 - Centro Cultural Carioca - RJ

* Dia 18 - SESC da esquina Curitiba - PR


__________________________________________________


* * *
Quem for, não deixe de comentar aqui como foi!!!!
:-)



CÂNDIDAS NEVES

(Zé Renato - Nei Lopes)


Lua cheia que ilumina meu caminho
Diz a ela que eu quero ficar mais sozinho
Bem quietinho, contemplando o firmamento
Abraçado com ela no meu pensamento

Lua, diz que estou
Passando uma fase minguante
Preamar chegou
Só posso voltar se baixar a maré

Mas a gente só
Olhando um pouquinho distante
É que vê melhor
Se o mar vai mudar ou não vai mais dar pé

A solidão
Não é lava incandescente
Porque não ferve
Não estronda e não se vê borbulhar
Sua visão
Me vem mais suavemente
Cândidas neves
Escorrendo sob o claro luar

Lua cheia clareou
Minha estrada
Lua cheia, tua luz
Prateada







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Quarta-feira, Abril 28, 2004
 

O N.A.C. INFORMA:

* Hoje, dia 28 de Abril, é "Dia da Sogra".

* O PRAZO PARA ENTREGA DAS DECLARAÇÕES DO IMPOSTO DE RENDA ENCERRA NA SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE ABRIL!


__________________________________________________



O N.A.C. DIVULGA:

CHICO CÉSAR E PAULINHO MOSKA

no

SESC - BARRA MANSA - RJ.

DIA 30 DE ABRIL DE 2004

- OS INGRESSOS JÁ ESTÃO À VENDA!!!! -

MAIORES INFORMAÇÕES, PELO TELEFONE: (24) 3323-1352

IMPERDÍVEL!!!!!!!!!




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Segunda-feira, Abril 19, 2004
 

19 de Abril - Dia do Índio


Todo dia era dia de Índio... e agora só temos 19 de Abril...




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Quinta-feira, Abril 08, 2004
 

(continuação do artigo abaixo)

1 MILLIET, Sérgio. Flávio de Carvalho in Flávio de Carvalho, catálogo da 17a. Bienal de São Paulo. São Paulo: 1983, p. 65.

2 MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira. São Paulo: USP, 1978, p. 500.

3 O Estado de S. Paulo. São Paulo, 9 de junho de 1931, p. 6.

4 MARTINS, Wilson, op. cit., p.500.

5 CARVALHO, Flávio de. Experiência número 2. São Paulo: Irmãos Carvalho, 1931. [Obra identificada no corpo do texto pela sigla E2 seguida pelo número da página]

6 Richard Schechner começou sua carreira de diretor usando as teorias desenvolvidas por Allan Kaprow, as quais não viam limite entre a arte, a música e o teatro. Baseando-se, por sua vez, nas teorias de Jonh Cage, Kaprow desenvolveu seus enviroments cujos visitantes tornaram-se parte integral das peças. Schechner aplicou o termo ambientalista para seu teatro porque o seu primeiro princípio cênico é criar e usar os espaços. Literalmente esferas de espaços, espaços que contém, ou envolvem e relacionam ou tocam todas as áreas onde a platéia e os performers atuam. Enviromental Theatre. New York: Randon House, 1995, p. 2.

7 ZANINI, Walter. Introdução a Flávio de Carvalho in Flávio de Carvalho, catálogo da 17a. Bienal de São Paulo. São Paulo: 1983, p. 3.

8 CARVALHO, Flávio de. Traje e trópico in Trópico & sociologia, pintura, jardim, estudos geográficos, saúde e indústria. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, p. 336. [Obra identificada no corpo do texto pela sigla T&s].

9 Michael KIRBY considera autoperformance como uma apresentação concebida e performada pela mesma pessoa e também se refere a aspectos autobiográficos dos seus trabalhos. An Introduction in The Drama Review. Auto-Performer Issue. NY: NYU, 1979, p.2.




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CONHECENDO FLÁVIO DE CARVALHO



Flávio de Carvalho no lançamento de seu Traje de Verão, em 1957


Flávio de Carvalho e a rua: experiência e performance
Zeca Ligiéro


O artista Flávio de Carvalho (1899-1973) é um pioneiro no campo da performance. Embora nos últimos anos seus trabalhos artísticos e projetos arquitetônicos tenham recebido especial atenção em exibições, como nas bienais de São Paulo e em outras grandes exposições, suas performances (por ele chamadas experiências) não têm sido ainda devidamente levadas em conta. Ao contrário, elas têm sido consideradas frutos de suas idéias estapafúrdias,1 expressões de sua excentricidaal, ele lançava o seu traje de verão para o executivo dos trópicos em um desfile nas principais ruasde ou da sua necessidade de criar escândalos. Este artigo examina duas performances de Flávio de Carvalho realizadas na rua: em 1931, ao permanecer com um boné em uma procissão de Corpus Christi, em São Paulo, ele quase foi linchado quando procurava investigar qual seria a reação da massa de católicos; em 1956, vestido de uma ousada minissaia, meia arrastão e uma estranha blusa bufante como camisa soci do centro, chocando a paulicéia.
Estas experiências apresentam características díspares, mas expõem as principais preocupações do vigoroso pensador e prolixo artista plástico e engenheiro. Nelas o autor se mostra simultaneamente em sintonia com os principais movimentos europeus de vanguarda e com a realidade encontrada no país tropical, após o seu retorno de um longo período de estudos no Velho Mundo, onde permanecera por aproximadamente dez anos, tendo concluído o seu curso de engenharia civil no Armstrong College, University of Durham (Inglaterra). Ele chegou ao Brasil alguns meses depois dos principais eventos da célebre Semana de Arte Moderna de 1922. Embora tenha se tornado amigo e colaborador de alguns dos principais líderes de 22, não foi influenciado diretamente pelo movimento, mas pelas mesmas idéias internacionais que inspiraram seus líderes brasileiros. Na Europa, ele havia entrado em contato com o Expressionismo, o Futurismo, o Dadaísmo, e conhecido pessoalmente os principais artistas do Surrealismo que estava eclodindo naquele momento.

Tanto nas ações de 1931 como nas de 1956, Flávio se mostra precursor de um tipo de performance interdisciplinar que, incorporando conceitos de psicologia, antropologia, artes plásticas e teatro, seria conceituada e vivenciada por um grande contingente de artistas a partir do final da década de 60. Flávio de Carvalho conduziu essas pesquisas sempre preocupado com uma resposta do público e para isso utilizou um critério bastante pessoal, que considerou científico. Embora tenha desenvolvido teorias próprias a respeito da experiência, utilizando complicadas teses baseadas nas teorias de Freud, Nietzsche e Darwin, nosso estudo não abordará tais questões e será focado na parte da experiência que concerne a performance e a dinâmica de seus elementos.



A Experiência número 2


No dia 7 de junho de 1931, Flávio de Carvalho performou a sua Experiência número 2. Ele nunca anunciou publicamente a sua Experiência número 1. O crítico Wilson Martins aponta uma outra experiência provocatória semelhante, à qual poderia corresponder uma primeira experiência, acontecida em 1618, na França. Jean de la Barre recusou-se a remover seu chapéu diante da passagem de um procissão católica e foi conseqüentemente torturado pelas autoridades locais.2 Flávio de Carvalho entretanto nunca confirmou se esta era de fato a Experiência número 1 a que deixou implícita.

A manchete no jornal O Estado de S. Paulo assim destacava a notícia sobre a performance de Flávio de Carvalho: NA PROCISSÃO, UMA EXPERIÊNCIA SOBRE A PSICOLOGIA DAS MULTIDÕES DA QUAL RESULTOU SÉRIO DISTÚRBIO, e detalhadamente descrevia o acontecimento.

Domingo, às 15 horas, quando desfilava pelas ruas do centro da cidade a procissão de Corpus Christi, um rapaz muito bem posto, que se achava na esquina da rua Direita e Praça do Patriarca, não se descobriu, conservando ostensivamente seu chapéu na cabeça.

Os crentes, que acompanhavam o cortejo, revoltaram-se com esta atitude e exigiram em altos brados que ele se descobrisse. Ele, no entanto, sorrindo para a turba, não tirou o chapéu, embora o clamor da multidão já se tivesse transformado em franca ameaça. Foi então que inúmeros populares tentaram linchá-lo, investindo contra ele. O rapaz pôs-se em fuga, ocultando-se na Leiteria Campo Bello, situada à rua São Bento, até onde foi perseguido pelos mais exaltados.

O sub-delegado de plantão na Polícia Central compareceu ao local, onde deu garantias ao moço, protegendo-o contra a ira do povo.

Na Polícia Central para onde foi conduzido, declarou a vítima da exaltação popular o engenheiro Flávio de Carvalho, de 31 anos de idade, residente à Praça Oswaldo Cruz, 1.

Nas suas declarações, disse que há tempos se vem dedicando a estudos sobre a psicologia das multidões e tem mesmo alguns trabalhos inéditos sobre a matéria. Para melhor orientação dos seus estudos, resolvera fazer uma experiência sobre a "capacidade agressiva de uma massa religiosa à resistência das forças das leis civis, ou determinar se a força da crença é maior do que a força da lei e do respeito à vida humana".3


Wilson Martins considerou que a Experiência número 2 estava relacionada com os debates da época sobre os esforços da Igreja Católica para recuperar o poder perdido pela nova constituição.4 É possível que a experiência de Flávio de Carvalho tenha alimentado algum debate sobre atitudes seculares e os contextos religiosos, entretanto, mais do que isso, ela revelou como o povo brasileiro estava possuído por um fanatismo religioso que sobrepujava mesmo os direitos de liberdade de crença religiosa. Entretanto, as intenções de Flávio de Carvalho estavam muito mais relacionadas com as questões da eficácia da performance do que a de um possível engajamento ou protesto político.

Embora o simples ato de não remover o chapéu (boné) naquele contexto poderia ser interpretado como uma implícita confrontação com o poder da Igreja Católica, esta não era a intenção de Flávio de Carvalho, como ele mesmo declarou na polícia. Ele estava esperando uma violenta reação da multidão quando ele planejou a sua experiência. Em outras palavras, preparou-se para fazer uma interferência, uma performance, concebendo o evento como tal. Escreveu um livro com o mesmo título da performance: Experiência número 2, no qual relata minuciosamente todas as etapas da sua ação.5

Contemplei por algum tempo este movimento estranho de fé colorida, quando me ocorreu a idéia de fazer uma experiência, desvendar a alma dos crentes; por meio de um reagente qualquer que permitisse estudar a reação nas fisionomias, nos gestos, no passo, no olhar, sentir enfim o pulso do ambiente, palpar fisicamente a emoção tempestuosa da alma coletiva, registrar o escoamento dessa emoção, provocar a revolta para ver alguma coisa inconsciente. Dei meia volta, subi rapidamente em direção da catedral, tomei um elétrico, e meia hora depois voltava munido de um boné.[E2, 8]

As intenções de envolvimento do público em sua ação antecipam as preocupações do Teatro ambientalista estudado por Richard Schechner a partir dos enviroments de Allan Kaprow.6 Flávio de Carvalho, em seu livro, também descreveu detalhadamente como atuou, preocupado com o seu relacionamento espacial, procurando uma melhor visibilidade para a sua figura no meio da rua:

Tomei logo a resolução de passar em revista o cortejo, conservando o meu chapéu na cabeça e andando em direção oposta a que ele seguia para melhor observar o efeito do meu ato ímpio na fisionomia dos crentes. A minha altura, acima do normal, me tornava mais visível, destacando a minha arrogância, e facilitando a tarefa de chamar atenção. A princípio me olhavam com espanto ¿ me refiro à assistência, porque aqueles que eram da procissão se portavam diferentemente, eles eram os eleitos de deus, os escolhidos, e formavam uma massa em movimento lento, contrastando em qualidade com a assistência imóvel; eram, portanto, praticamente, o único movimento de todo o imenso percurso da procissão, e esta situação de movimento naturalmente exigia o monopólio da atenção geral, e uma presença perturbadora como era a minha deveria influir diretamente na procissão em movimento e na assistência.[E2, 9-10]

No começo as reações não eram exatamente como ele esperava, ele então tentou uma nova estratégia, procurando um efeito dramático, caminhando mais perto da procissão e flertando com algumas fiéis, uma manobra teatral de bastante efeito sem dúvida.

Uma delas, porém, destoou claramente das outras. Era uma moça alta, um tanto cheia, tinha o nariz arcado e segurava um estandarte. Ela se parecia mais com um sargento da cavalaria que com a filha da Virgem, seu olhar francamente agressivo me escrutava. Não podia ouvir o que ela dizia em voz baixa a sua companheira, mas os seus lábios pareciam proferir injúrias do mais baixo calão. Tenho certeza de que se estivesse ao seu alcance seria unhado e mordido sem reservas.[E2, 14]

Mas logo a multidão se enfureceu, abandonando o cortejo e partindo para uma ação agressiva contra ele, como ele próprio descreve:

Abri os meus braços num gesto patriarcal e patético expliquei com doçura: "eu sou um contra mil..." a agitação imediatamente cresceu e todos pareciam discutir indecisos entre si. Repeti novamente o que queria dizer. O barulho da discussão aumentou o volume. Fiquei parado sem saber o que fazer, temendo me retirar bruscamente porque sem dúvida seria esmagado e estraçalhado. [...] A massa tinha reagido pela emotividade ancestral, e não pelo raciocínio. [...] Olhei para as caras a minha frente, todas homicidas, vindicativas, revoltadas, todas em expectativas. [...] Um rumor de desagrado percorreu a multidão, "mata... pega..." gritou alguém. [...] Estava prestes a largar o verbo quando alguém grita "lincha!"; vejo uma parte da multidão que quer se precipitar sobre mim, mas é acidentalmente impedida pela confusão reinante.[E2, 18-24]

Flávio então teve a idéia de atravessar a procissão por dentro, como a única fuga possível, o que provocou um engarrafamento dentro do cortejo, e lhe permitiu escapar com vida adentrando em seguida em uma leiteria repleta de senhoras e crianças. Ele penetrou na cozinha e saiu pelo quintal fugindo para o teto de uma casa, aterrorizado, imaginando o seu fim ao ser dividido em postas, devorado pela multidão enfurecida. Felizmente a polícia chegou a tempo levando-o para a prisão, impedindo o trágico desenrolar dessa performance vital.

A polícia, quando acionada, esperava encontrar um terrorista, mas a impecável elegância de Flávio de Carvalho e o seu status de engenheiro fez com que ele e sua experiência fossem encarados de outra forma. Ele tinha escolhido a roupa perfeita, considerada por vários jornalistas como de excelente tecido e caimento. Ele tinha a consciência de que um gentleman seria melhor tratado do que um maltrapilho ou mesmo uma pessoa comum. Não era um mendigo ou um bêbado que estava se opondo a um ritual oficial, era um gentleman. Talvez por isso a polícia tenha chegado a tempo de protegê-lo, libertando-o após o seu depoimento.

A Experiência número 2, apesar de seus ingredientes anticlericais e de choque contra a burguesia, não pode ser considerada apenas como uma manifestação de ocasião, ligada a movimentos como o Futurismo ou Dadaísmo. Sem dúvida, ela incorporou deles uma abordagem de vanguarda ao estabelecer a rua como um espaço de confronto com o público, entretanto aqui estava em jogo não apenas um manifesto ou um protesto, mas uma experiência com a reação do público, inserindo-se, portanto, dentro de um contexto dos happenings e dos enviroments. Walter Zanini classificou a performance de Flávio de Carvalho de ação comportamental como prática psicológica e sociológica,7 atividade que se encaixa perfeitamente dentro das propostas lúdico-sensoriais da década de 60.



A Experiência número 3


Durante as décadas de 40 e 50 Flávio de Carvalho multiplicou suas atividades: visitou a América Latina, os Estados Unidos e a Europa várias vezes, encontrou os surrealistas como André Breton, Tristan Tzara entre outros e publicou suas entrevistas em importantes jornais brasileiros, trabalhou com escritores e artistas como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Di Cavalcanti, exibiu seus quadros individualmente e participou com seus projetos de arquitetura em concursos internacionais. Entre os inúmeros interesses, a função da roupa e o seu lado prático e estético chamaram a sua atenção. Em 1957, mostrou a sua Experiência número 3, o que ele considerou a síntese de sua pesquisa em termos de um traje, um figurino, especialmente desenhado por ele.

A Experiência número 3 consistiu em um passeio pelo centro de São Paulo com uma roupa unissex, por ele concebida, pensando na elegância, comodidade e higiene do verão das grandes cidades. Ele criou este estilo de roupa por duas razões: primeiro, ele acreditava que era necessário criar uma moda unissex, como consequência do já existente nivelamento entre homens e mulheres; ambos deviam dividir o mesmo tipo de roupa.8 Segundo, ele acreditava que era necessário criar um tipo de roupa para executivo adequado para os trópicos. Ele estava convencido de que as roupas deles ¿ ternos europeus de tecido de casimira inglesa ou brim ¿ eram impróprios para o calor do verão, porque não tinham ventilação e eram portanto anti-higiênicos. Apesar da brutal diferença climática, a moda brasileira insistia em imitar o estilo dark europeu, adotando pesados casacos, chapéus de feltro, calças de lã e gravatas largas e compridas.

Assim Flávio de Carvalho criou um estilo de roupa com buracos na altura do sovaco que permitia a renovação do ar entre o corpo e o tecido e enquanto o movimento das pernas permitiam a renovação do ar entre a saia e as pernas.[T&s] O colarinho devia ser largo e não devia obstruir a circulação do sangue. Sua existência era apenas para psicologicamente favorecer a quem sofria de complexo de inferioridade.[T&s] As meias mais adequadas eram as do tipo arrastão que ele encontrou em uma loja de balé. Sua função era a de esconder as veias que certas pessoas têm.[T&s] A jaqueta bem aberta tanto na cintura como no colarinho permitia a circulação vertical do ar dentro da roupa. Para a sandália, como não teve tempo de pensar em nada exclusivo, adotou um modelo comum.

A inusitada roupa de Flávio de Carvalho provocou choque e muita controvérsia em São Paulo. Desta vez não era a Igreja nem a Polícia que se sentiam agredidas por suas performances, mas os homens em geral. Ele deixou a própria imprensa perplexa com a sua proposta. Alguns acreditaram que ele era um louco, outros que era um homossexual exibicionista. Ele desfilou pelas ruas pelo menos duas vezes, como atestam duas fotos apresentando modelos de blusa ligeiramente diferentes, e em uma, ele exibe um chapéu branco. Na primeira, Flávio de Carvalho é seguido por uma multidão de homens curiosos, incrédulos e fascinados pela elegância do performer, que apesar da saia e da meia arrastão, não demonstra nenhuma feminilidade em seu andar. Numa das fotos, Flávio, de braços dados com um solidário motorista ou cobrador de bonde, atravessa a rua descontraidamente, também seguido por um número de inquietos e curiosos homens. [v. foto p. 104]

Se a roupa de Flávio de Carvalho era realmente eficiente para o verão ninguém além dele pode saber com exatidão. Após o escândalo das suas aparições nas ruas, ele deu muitas palestras explicando a sua eficácia e a sua vantagem no mundo contemporâneo. Ele pregou a moda unissex, que dez anos depois, abalaria as velhas estruturas conservadoras. Os homens não chegaram a adotar saias, mas as mulheres por sua vez, passaram a usar as roupas masculinas. Além disso, as minissaias mostradas por ele, por coincidência ou não, tornaram-se a coqueluche dos anos 60.

Em 1967, o traje de verão criado por Flávio de Carvalho foi novamente tema de discussão no Seminário Tropical, ocorrido no Recife, que reuniu uma série de debates sobre sociologia, arte, saúde e roupa nos trópicos. Novamente, o traje de verão trouxe muitas polêmicas inconclusivas sobre a sua eficácia. Mas como foi usado na performance nunca foi discutido. Se Flávio de Carvalho queria saber a reação da pessoa comum da rua ou criar um novo escândalo ninguém pode saber ao certo. O que parece mais plausível é que ele estava preocupado em mostrar o seu trabalho artístico, o que consistia na exibição do seu próprio corpo num traje considerado apropriado para a média da temperatura do seu ambiente. Era importante sentir a roupa e sentir-se bem dentro dela. Assim, Flávio antecipa as discussões trazidas por Hélio Oiticica e seus Parangolés e outros artistas como Lygia Clark na década de 60 e 70. Não teria sido a própria discussão provocada por Flávio de Carvalho no final da década de 50 sobre a importância do trópico no vestir-se, comportar-se e performar-se influente no Movimento Tropicalista das décadas subseqüentes? Essa é uma questão para novas pesquisas.

Em suas performances, Flávio de Carvalho não estava tentando copiar ou representar ninguém. Poderíamos incluí-lo na categoria do auto-performer, ou do self-performer, uma vez que o material trabalhado pertencia exclusivamente ao próprio autor,9 ou considerá-lo como um artista vivenciando o seu próprio trabalho na forma de uma performance caminhante. Embora Flávio de Carvalho não tenha alcançado a sua meta de obter uma base científica para seu trabalho, nem ter sido reconhecido o valor científico das suas experiências, a importância das mesmas no campo do estudo da performance é enorme. Ele não fala em nenhum momento de teatro, mas suas experiências de rua estão bem próximas do Teatro Invisível de Augusto Boal ou do Teatro de Guerrilla norte-americano nas décadas subseqüentes. Suas experiências inauguraram no Brasil um novo campo de pesquisa criando as primeiras performances de vanguarda na rua e envolvendo em acontecimentos exclusivos distintas categorias do saber como a psicologia, a história da moda e a antropologia, e do criar como as artes plásticas, o teatro e a literatura.

Zeca Ligiéro, doutor no Estudo da Performance na NYU e professor do Programa de Pós-Graduação em Teatro da Uni-Rio.


Artigo extraído, na íntegra, do site: www.unirio.br



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Segunda-feira, Março 15, 2004
 

Hoje, dia 15 de março, é DIA DO CONSUMIDOR.


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Quarta-feira, Março 10, 2004
 

DATAS COMEMORATIVAS DO MÊS DE MARÇO


01 - Dia do Turismo

03 - Dia do Meteorologista e dos Dirigentes das Sociedades Desportivas, Culturais e Assistenciais

05 - Dia do Filatelista Brasileiro

08 - Dia Internacional da Mulher

09 - Dia das Sociedades de Amigos de Bairro e Aniversário de fundação do município de Joinville - SC.

10 - Dia do Telefone e do Sogro

11 - Dia do Motociclista

12 - Dia do Bibliotecário

14 - Dia Nacional da Poesia, dos Animais e Dia do Vendedor de Livros

15 - Dia Internacional do Consumidor, Dia do Circo e Dia da Escola

17 - Dia Internacional da Marinha

19 - Dia do Artesão, do Carpinteiro, do Funcionário Público Municipal, da Escola, do Livro, de São José e do Marceneiro.

20 - Dia da Fundação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT

21 - Dia do Outono, Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, Dia Internacional da Floresta e da Infância.

22 - Dia Internacional da Água

23 - Dia Internacional do Meteorologista e Dia da Juventude

26 - Dia do Cacau e do Chocolate

27 - Dia Mundial do Teatro, do Circo e do Artista Circense

28 - Dia do Revisor e do Diagramador

29 - Dia da Fundação da Cidade de Salvador

31 - Dia do Aniversário da Revolução de 1964, Dia da Integração Nacional e Dia da Saúde e Nutrição



Fonte: O Vizinho




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Segunda-feira, Março 08, 2004
 

Dia Internacional da Mulher



PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO


Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.


O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA

Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

Fonte: http://www.eselx.ipl.pt/ciencias-sociais/Temas/direitos_mulher/



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Terça-feira, Fevereiro 24, 2004
 

Sobre o Carnaval



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Domingo, Fevereiro 15, 2004
 


Pessoal:
Não se esqueçam de atrasar seus relógios em uma hora, pois terminou o horário de verão!
;-)




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Domingo, Fevereiro 08, 2004
 


Se liga, galera de Sampa!!!!!


AGENDA:




ZÉ RENATO canta no SESC PINHEIROS
nesta terça, dia 10 de Fevereiro


Ex-integrante do Boca Livre, o excelente cantor vai interpretar músicas do CD que gravou em homenagem ao grande Zé Keti.

R$ 10; R$ 5 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha), R$ 4 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

Dia 10/2, terça, 21 horas.


SESC Pinheiros: Av. Rebouças, 2876.
Telefone: 3815-3999.



____________________________________________



ZÉ RENATO canta no SESC BAURU
nesta quarta, dia 11 de Fevereiro


Consagrado como uma das mais belas vozes masculinas da canção brasileira e um dos responsáveis pela revalorização do samba no país, ZÉ RENATO mostra neste show, com voz e violão, também um pouco de seu lado compositor.

Quando: 11/02 quarta, às 21h30min.

Onde: na área de convivência do SESC Bauru - Avenida Aureliano Cardia, 6-71 - Bauru - SP

Ingressos: R$ 8,00; R$ 4,00 (matriculados,estudantes com comprovante e maiores de 60 anos).

Mais informações: (14) 235-1750 / email@bauru.sescsp.org.br



Imperdível, hein, galera?
Quem for, por favor, não deixe de nos contar como foi!!!!
Bom show a todos!!!!
:-)


Visitem!!!!! :-)

Zé Renato - Grupo de Discussão


Venham nos conhecer, e participar deste grupo maravilhoso!
Pode ter certeza de que irá valer a pena!
Serão muito bem vindos!!!!!
:-)





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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
 

* Matéria publicada no Jornal "O Globo"

SEGUNDO CADERNO

Rio, 29 de janeiro de 2004


Zé Renato e uma certa visão da MPB





Hugo Sukman


A despeito de ser o lançamento de seu mais recente disco, "Minha praia" (Biscoito Fino), ou um recital com algumas das principais canções que compôs e interpretou ao longo da vida, o show que Zé Renato leva no Mistura Fina revela, isto sim, uma certa visão da música brasileira contemporânea. Uma visão que pode se resumir no culto, tão emepebista, da riqueza harmônica e da qualidade poética. Ou melhor, no caso de Zé Renato - um cantor e compositor tão comprometido com a expressão contemporânea - na crença de que é possível, com esses elementos, seguir adiante na linha evolutiva da MPB.

Talvez não por acaso Zé Renato abra o show com "Andorinha", canção que resume tal visão: é melódica e harmonicamente riquíssima, letra de Paulo César Pinheiro cuidadosamente simples, de mestre; mas é também uma canção carregada de novidades ao trazer para o idioma da música brasileira uma estrutura de morna cabo-verdiana.

(Antes, Ná Ozzetti e Itamar Assumpção já singraram os caminhos da música de Cabo Verde na coladeira "Canto em qualquer canto". Mas esta era puramente cabo-verdiana, enquanto "Andorinha" é antropofagicamente emepebista, uma influência nova).

Edu, Milton e samba aparecem como influências

Entre o tradicional e o novo, assim são as coisas na visão da música de Zé Renato. Tanto que, em seguida, ele ataca um samba-canção de feição clássica, "Algum lugar" (sobre letra redonda de Capinam), e um samba todo misturado tão ao gosto da música carioca atual, "Na São Sebastião", sobre letra toda fragmentada de Lenine (que, como a de Capinam, é uma ode a uma menina conhecida por acaso na rua). Adiante, como numa síntese entre os dois tipos de samba, vem "Fica melhor assim", bossa nova de Zé Renato e Xico Chaves resgatada de 1983 para o novo disco, de invulgar influência jobiniana e letra tão boa ("Eu vou você fica/Fica melhor assim/Meu Rio de Janeiro aceso atrás de mim/Os mares são palavras/Que deixo pra você...") que dá pena Xico Chaves ser letrista tão bissexto.

Como no disco, o que é ressaltado no show é a faceta de compositor de Zé Renato. Faceta tão rica que pode se dar na revitalização da música rural brasileira ("Quem tem a viola"), numa parceria com Arnaldo Antunes com melodia que lembra as canções urbanas de Alceu Valença ("Insônia") ou em música para teatro com Hamilton Vaz Pereira ("Benefício").

Mas a tal visão que Zé Renato tem da música brasileira fica ainda mais cristalina nas canções dos outros que escolhe interpretar. E, justamente, o que se vê é a opção pela música de harmonia complexa (mas não hermética) e letra com o padrão de qualidade da música de Noel, Vinicius e Chico. Assim, ele interpreta "Outubro", uma das mais ousadas composições da juventude de seu ídolo, Milton Nascimento, lançada em 1967 mas até hoje desconcertante em termos harmônicos e poéticos (na letra de Fernando Brant). Ou redescobre a épica "Canudos", de Edu Lobo e Cacaso, do disco "Camaleão", de 1978, o primeiro a contar com os vocais do Boca Livre.

Sem abusar da extensão vocal

Do samba, outra influência na música de Zé Renato - que já dedicou discos a Zé Keti ("Natural do Rio de Janeiro"), Silvio Caldas ("Arranha-céu"), Chico Buarque e Noel Rosa ("Filosofia"), à própria produção sambística ("Cabô"), e dividiu vocais no gênero com Elton Medeiros e Mariana de Moraes ("A alegria continua") - ele pinça, coerentemente, músicas das mais elaboradas: "Folhas no ar" (Elton Medeiros e Herminio Bello de Carvalho), "Diz que fui por aí" (Zé Keti), "Pela décima vez", de Noel.

Como cantor, Zé Renato está mais comedido, não abusa da extensão vocal, o que confere mais beleza às interpretações - e este comedimento talvez seja a maior lição que o ex-cantor do Boca Livre tomou no intenso mergulho que fez no universo do samba.

Claro que, para isso, muito contribui o quarteto de acento brasileiro-jazzístico que o acompanha, sobretudo a guitarra de Ricardo Silveira. Como o bom violão de Zé dá conta do recado na base harmônica, Silveira (que acompanha Zé Renato desde a banda Zil, no fim dos anos 80) fica livre para enriquecer os arranjos com acordes inesperados.

"Minha praia", o show, faz jus ao título ao expor todo um universo autoral . Mas, mais do que isso, é uma proposta, nada comum hoje em dia, de uma certa estética moderna para a música brasileira.


Fonte: Jornal "O Globo", de 29/01/2004





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Terça-feira, Janeiro 27, 2004
 


Um espaço reservado para cultura, artes e literatura

BARRA MANSA

Já imaginou um ambiente propício para cultura, artes, literatura, onde as pessoas respirem ares diferentes, possam conversar sobre assuntos que pouca gente conversa e escutar músicas de estilos clássicos? Não é ilusão, esse lugar existe em Barra Mansa, na Rua José Maria da Cruz, ao lado do Posto Mega, no Centro da cidade. É o Núcleo de Ação Cultural Flavio de Carvalho (NAC), uma entidade sem fins lucrativos formada basicamente por professores do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) e pessoas simpatizantes da idéia, que se reúnem para compartilhar momentos de descontração e cultura. Com três anos de vida, o NAC reúne um vasto e diversificado acervo literário, constituído por doações vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Barra Mansa, Itatiaia, Minas Gerais e outras localidades. Segundo o presidente do núcleo e professor de sociologia, Jorge Santana, o NAC tem livros das mais diversas áreas. - Temos obras que abrangem todos os segmentos, que vão do clássico da literatura brasileira e universal aos livros acadêmicos das áreas de economia, letras, direito, administração, medicina e enfermagem, entre outros. Além disso, temos vídeos e um acervo de discos de vinil - , revelou Jorge. Várias pessoas abraçaram o núcleo e qualquer cidadão que se interessar pode procurar a entidade para se associar. A mensalidade é de R$ 5 e dá direito ao empréstimo de livros e de desconto na aquisição de obras novas ou usadas. É como se fosse uma biblioteca, em que, inclusive, as pessoas podem usar o espaço para estudo - , diz Jorge. O NAC oferece também curso gratuito de esperanto, uma língua independente praticada por pessoas no mundo inteiro. - Fazemos exposições, uma delas foi com o cineasta e fotógrafo André Sodré, que lançou um filme no ano passado. Nos reunimos e realizamos um debate sobre o trabalho dele. Foi um encontro muito interessante -, relembrou Jorge.
Encontro cultural

O intercâmbio de gerações e de conhecimentos tem hora, dia e local marcado. Tudo acontece às quartas-feiras, após as 22 horas, quando todos estão livres de suas obrigações profissionais, revela Jorge, ressaltando que o grupo, formado em média por 15 pessoas, é composto por professores, universitários e pessoas simpatizantes da ideologia. - Outro dia conheci uma turma de teatro de que gostei muito e os convidei para se apresentarem no NAC. Estamos abertos a qualquer proposta cultural, basta que haja o contato com o núcleo, revela Jorge. A professora de Língua Portuguesa Leia Aparecida Barbosa, 41 anos, foi aluna do curso de Letras do UBM e freqüenta o NAC desde a universidade, sendo uma das pessoas que iniciaram o movimento. Para ela o núcleo é importante porque Barra Mansa não oferece muitas coisas em termos de cultura. - Gosto da ideologia e do ambiente, por essa razão faço parte desde o início -, diz Leia. Mesmo não se especializando na área literária ou de artes, a técnica em contabilidade Sandra Vieira Ribeiro, 31 anos, é uma amante da literatura e fotografia e essa vontade a fez entrar para o NAC, onde é voluntária. Vim por intermédio de uma amiga, achei as idéias, o lugar e tudo muito interessante, então, uni o que o núcleo oferece com a minha vontade e gosto pela cultura -, conta Sandra.


Iniciação à leitura

Um dos projetos que estão sendo elaborados pelo NAC é a Iniciação à leitura, um trabalho que visa introduzir crianças e adolescentes de áreas carentes na literatura. Para isso os componentes do núcleo estão terminando o projeto. A idéia é colocar o trabalho dentro da Lei Roanet, de incentivo à cultura, do Ministério da Cultura. Queremos um patrocinador, ou melhor, uma empresa que queira entrar nesse projeto, pois sob a Lei Roanet a empresa deduz uma porcentagem de seus impostos para eventos culturais -, diz Jorge.


Divulgando o trabalho e memória de Flávio de Carvalho


Uma das idéias do NAC é divulgar as obras do artista e arquiteto Flávio de Carvalho, um dos propulsores da era modernista, nascido no distrito de Amparo. Flávio de Carvalho, na visão de diversos especialistas, foi um profissional multimídia, pois era arquiteto, artista plástico, escritor e autor de peças de teatro. Ele apenas nasceu em Barra Mansa, foi criado na Europa. Flávio de Carvalho era membro de uma influente família de fazendeiros produtores de café. A casa em que nasceu existe até hoje -, conta Jorge. O artista era considerado um tanto quanto avançado para sua época, década de 20. Ele mesmo projetou a casa em que morou na cidade de Valinhos (SP), uma obra futurista. A peça de teatro Balada do Deus Morto, foi considerada pelas pessoas da época muito desrespeitosa, sendo impedida de ser apresentada. Ele criou o que chamou de roupa adequada para os trópicos, que era uma saia que poderia ser usada por homens; sendo assim, vestiu a idéia e saiu pelas ruas de São Paulo, desfilando, relembra Jorge, completando: Lúcio Costa fala em um vídeo, editado pelos alunos da PUC de Campinas (SP), que ele foi o propulsor do modernismo e das obras de Oscar Niemeyer. A idéia do NAC é divulgar a obra e trabalho dessa figura barramansense, sobre quem já foram realizados dois seminários no Sesc, nos anos de 2001 e 2003, com especialistas do ramo de artes plásticas, arquitetura e literatura, em que foi debatida a contribuição de Flávio de Carvalho para todos esses segmentos.



Núcleo de Ação Cultural Flavio de Carvalho tem
acervo literário das mais diversas especialidades







Fonte: Jornal "A Voz da Cidade" - Barra Mansa - RJ.
Matéria publicada em 27 de Janeiro de 2004.



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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
 


CURSO:

Está iniciando hoje, no Núcleo de Ação Cultural Flávio de Carvalho, o curso de ESPERANTO.
É o curso inicial.
Será ministrado todas as quintas-feiras, das 19 às 21 horas, na sede do Núcleo.
Duração: 06 (seis) semanas (Primeiro Módulo).

* As aulas são gratuitas *

O Livro poderá ser adquirido no local, ao preço de R$ 6,00 (seis reais).

Os interessados poderão fazer sua inscrição e garantir sua vaga (ainda há tempo!), no:

NÚCLEO DE AÇÃO CULTURAL FLÁVIO DE CARVALHO

Rua Doutor Mário Ramos, nº 273-A - Centro (ao lado do Posto de Gasolina)
Barra Mansa - RJ.

Telefones: (24) 3322-8800 / (24) 9271-5374 / (24) 9841-7663
(falar com Sandra ou Luciane)


Venham nos conhecer melhor!!!!
Temos outras atividades!
Todas interessantes!
;-)